Golpe do WhatsApp clonado se espalha em Itaporã e usa dois métodos principais para enganar vítimas

Moradores de Itaporã, em Mato Grosso do Sul, estão sendo alvo de uma nova onda de golpes envolvendo a clonagem de contas de WhatsApp. Os criminosos utilizam números de pessoas conhecidas das vítimas para aplicar a fraude, o que aumenta a credibilidade das mensagens e dificulta a identificação do golpe.
Segundo relatos, os golpistas atuam principalmente de duas formas. No primeiro método, após clonar o WhatsApp de uma pessoa, eles passam a conversar com os contatos da vítima de maneira imediata e direta, perguntando se a pessoa pode falar. Em seguida, alegam situações de urgência, como problemas no banco, limite no Pix ou manutenção no sistema, e pedem dinheiro emprestado com promessa de devolução no dia seguinte.
Frases como “meu banco está com problema”, “estou sem limite no Pix agora” ou “amanhã te devolvo sem falta” são usadas para criar pressão emocional e induzir a vítima a fazer transferências rapidamente.
No segundo método, o golpe começa com a promessa de uma negociação na plataforma OLX. O criminoso afirma estar realizando uma compra ou venda e diz que precisa cadastrar contatos de pessoas conhecidas como referência. Após ganhar confiança, ele solicita um código que chega por SMS, alegando que é necessário para concluir o cadastro.
Na realidade, esse código é o de verificação do próprio WhatsApp. Ao repassar o número, a vítima permite que o golpista transfira a conta para outro aparelho, assumindo o controle do aplicativo.
Após a clonagem, o criminoso passa a usar a identidade da vítima para aplicar novos golpes, principalmente pedindo dinheiro para familiares, amigos e colegas de trabalho.
Também foi relatado que, em algumas abordagens, os golpistas chegam a informar chaves Pix como forma de receber transferências. Entre os dados citados por vítimas está a suposta chave Pix vinculada a “Marbena Comercial”, com CNPJ 617.580.980-0001-35. As autoridades alertam que esse tipo de informação pode ser utilizado em fraudes e deve ser verificado com cautela antes de qualquer transferência.
A orientação é não repassar códigos recebidos por SMS ou aplicativos, não fornecer dados pessoais e desconfiar de qualquer pedido de dinheiro ou código, mesmo que venha de um número conhecido. Em caso de dúvida, o ideal é confirmar por ligação ou outro meio direto antes de qualquer ação.
Especialistas em segurança digital reforçam que a clonagem de WhatsApp é um golpe crescente e pode atingir qualquer usuário, especialmente quando há confiança entre contatos próximos.
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Fonte: MS Hoje Ponto Com/Antonino Rebeque.





