Gerson Claro, filho de Itaporã, tem antigo contrato de R$ 7,4 milhões do Detran analisado pela Justiça em outubro

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O processo que envolve o deputado estadual Gerson Claro e as investigações sobre contratos do Detran-MS deve ganhar um novo capítulo. No dia 19 de outubro de 2026, está previsto o início de uma perícia contábil nas contas do contrato firmado na época com a empresa Pirâmide Central Informática. O procedimento, orçado em R$ 150 mil, foi determinado pela Justiça para analisar a regularidade dos valores repassados, em meio a alegações do Ministério Público sobre um suposto prejuízo de R$ 7,4 milhões aos cofres públicos.
Nascido em Itaporã, município onde conta com grandes apoiadores políticos, Gerson Claro acompanha os desdobramentos de uma apuração que começou em 2017 com a Operação Antivírus do Gaeco. Naquele período, Gerson Claro — atual presidente da Assembleia Legislativa — exercia o cargo de diretor-presidente do órgão de trânsito.
O andamento do caso reacende o debate na sociedade de Mato Grosso do Sul sobre a tramitação de processos que envolvem figuras públicas. Recentemente, a defesa do deputado destacou manifestações do Ministério Público que sugerem recuos em acusações de corrupção passiva, mas a análise técnica marcada para outubro foca no questionamento central do órgão fiscalizador: as condições em que uma empresa prestadora de serviços obteve o contrato emergencial.
De acordo com os autos, o Detran justificou na ocasião que a contratação era necessária e urgente para o gerenciamento de dados de veículos financiados. Por outro lado, o Ministério Público Estadual argumenta que o modelo adotado teria servido para acobertar desvios de recursos, tese que é rebatida pela defesa do parlamentar. Com a perícia em outubro, o foco sai das discussões de bastidores e passa para a avaliação técnica dos documentos e balanços financeiros.
O andamento desta ação em outubro levanta reflexões importantes sobre a fiscalização dos gastos públicos e o uso do dinheiro pago pelos contribuintes em taxas de trânsito. Para o cidadão, o acompanhamento rigoroso dessas investigações é fundamental para garantir a transparência nas instituições do Estado. A análise pericial que se aproxima será uma oportunidade para esclarecer os fatos de forma definitiva perante a Justiça.
O Outro Lado
A defesa de Gerson Claro nega categoricamente a prática de qualquer irregularidade ou ato ilícito durante sua gestão no Detran-MS. Os advogados do deputado sustentam que todos os atos administrativos foram legais, transparentes e necessários para o funcionamento do órgão, e afirmam ter convicção de que a perícia técnica vai comprovar a total inocência do parlamentar no caso.




