Estudantes de Itaporã conquistam Medalha de Cristal na 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil
Equipe da Escola Estadual Antônio João Ribeiro chegou à fase final da competição nacional realizada pela Unicamp e representou Mato Grosso do Sul em Campinas.
ITAPORÃ (MS) – Três estudantes da Escola Estadual Antônio João Ribeiro, de Itaporã, viveram uma experiência que dificilmente será esquecida. Andreina, Mariana e Stella participaram da fase final da 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e voltaram para casa com a Medalha de Cristal, reconhecimento concedido às equipes que chegaram à etapa final da competição.
A conquista ganha ainda mais relevância diante da dimensão da disputa. A 18ª edição da ONHB reuniu mais de 64 mil equipes de todo o Brasil. Em Mato Grosso do Sul, foram 410 equipes inscritas, e apenas três chegaram à fase final nacional. A equipe “Graciela Chamorro”, de Itaporã, esteve entre as 350 equipes finalistas de todo o país, tornando-se uma das três representantes sul-mato-grossenses na etapa decisiva realizada em Campinas.
A equipe, batizada de “Graciela Chamorro”, em homenagem à historiadora e indigenista, foi orientada pelo professor de História Elismaiquy Trindade. Ao longo da competição, as estudantes enfrentaram uma série de etapas virtuais que exigiram muito mais do que a memorização de conteúdos: foi preciso interpretar documentos, analisar diferentes fontes históricas, relacionar acontecimentos e construir respostas a partir de uma perspectiva crítica sobre a História do Brasil.
A classificação para a final levou o grupo de Itaporã até Campinas, onde estudantes de diferentes regiões do país se reuniram para a última etapa da olimpíada. A prova final, realizada presencialmente, foi seguida pela cerimônia de premiação na Unicamp.
Uma viagem que foi além da competição
A participação na etapa final também proporcionou às estudantes uma experiência de aprendizagem fora da sala de aula. Durante a viagem, o grupo conheceu espaços ligados à história e à preservação do patrimônio ferroviário e participou de um passeio de Maria Fumaça, conhecendo parte do trabalho desenvolvido pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF).
Outro momento especial foi o encontro com as demais equipes de Mato Grosso do Sul classificadas para a etapa final. Representantes de Campo Grande, Brasilândia e Itaporã tiveram a oportunidade de se encontrar em Campinas e compartilhar o sentimento de representar o estado em uma das principais olimpíadas de História do país.
Para o professor Elismaiquy Trindade, que já mobiliza equipes desde 2022, a medalha representa o resultado de um processo construído ao longo de toda a competição.
“A conquista da Medalha de Cristal é resultado da dedicação das estudantes em todas as etapas da olimpíada. Foram semanas de leitura, análise de documentos, discussões e muito trabalho em equipe. Poder chegar à Unicamp e representar Itaporã e Mato Grosso do Sul foi, por si só, uma grande conquista.”
O professor também destacou a importância do apoio recebido para que a equipe pudesse participar da etapa presencial em Campinas.
“A participação na final só foi possível graças ao esforço conjunto da comunidade escolar e ao apoio do prefeito Thiago Carbonaro, que contribuiu para viabilizar o transporte da delegação. Esse tipo de apoio é fundamental para que nossos estudantes tenham acesso a experiências educacionais dessa dimensão.”
Itaporã no cenário nacional
A trajetória da equipe Graciela Chamorro coloca a Escola Estadual Antônio João Ribeiro entre as instituições que levaram o nome de Itaporã para uma competição de alcance nacional. Mais do que uma medalha, a participação proporcionou às estudantes contato com diferentes formas de pensar e fazer História, além da oportunidade de conhecer a Unicamp e conviver com jovens de diversas partes do Brasil.
Para Andreina, Mariana e Stella, a experiência em Campinas encerra uma longa trajetória de preparação, mas deixa também novas memórias e aprendizados.
A 18ª ONHB reafirmou, para a equipe de Itaporã, que a pesquisa, a leitura crítica e o trabalho coletivo podem abrir caminhos para que estudantes da escola pública ocupem espaços de destaque em competições nacionais.







