Faleceu Albertiza, mãe do Frei Roberto, Pároco de Itaporã

Foto Antonino Rebeque.
Senhora de 92 anos morreu na madrugada desta terça-feira (1º), deixando uma história marcada pela fé, pela criação de dez filhos e pelo amor à família
Faleceu na madrugada desta terça-feira (1º), a senhora Albertiza Tereza Miguel, mãe do Frei Roberto, pároco de Itaporã. Aos 92 anos, ela encerra uma história de vida marcada pela fé, pela coragem, pelo amor à família e pela dedicação aos filhos.
Nascida em Terra Nova, no estado de Pernambuco, Albertiza ainda criança deixou sua terra natal ao lado dos pais e irmãos, seguindo para o estado de São Paulo. Foi em Pirapozinho que se casou com João Miguel Sobrinho, com quem construiu uma grande família.
Juntos, tiveram dez filhos, sendo sete homens e três mulheres: João, Maria Neuza, Paulo, José, Jorge, Maria Creuza, Roberto, Maria Zilda, Luís e Uilson. Os quatro primeiros nasceram em Pirapozinho. Os outros seis vieram ao mundo já em Mato Grosso do Sul, entre Bataguassu e Douradina.

Entre os sete filhos homens, cinco seguiram a carreira de bombeiro, um tornou-se eletricista de automóveis e outro escolheu o sacerdócio. Roberto é o Frei Roberto, atualmente pároco de Itaporã.
As três filhas também construíram suas trajetórias profissionais. Maria Neuza e Maria Creuza trabalharam nos Correios. Maria Neuza já está aposentada, enquanto Maria Creuza continua trabalhando na instituição. Maria Zilda foi funcionária pública e também contadora, estando atualmente aposentada.
Por trás da história profissional e familiar de cada um dos filhos está a mulher que, junto ao marido, enfrentou as dificuldades para criar e educar os dez.
Foi em Douradina que Albertiza viveu por mais de 60 anos e construiu grande parte de sua história. Ao lado de João, enfrentou principalmente os primeiros anos do casamento, quando os recursos eram poucos e a responsabilidade de criar uma família tão numerosa exigia trabalho, sacrifício e muita determinação.
João Miguel Sobrinho faleceu há mais de 30 anos. Viúva, Albertiza continuou sua caminhada cercada pela família. Mesmo depois de criar os filhos, continuou ajudando a família e também cuidou da neta Lidiane.
Albertiza era uma mulher de personalidade firme e determinada. Sabia enfrentar as dificuldades sem abrir mão do carinho e da proteção que dedicava à família. Foi uma mãe amorosa, caridosa e protetora, que acompanhou o crescimento dos filhos e, mais tarde, também esteve próxima dos netos, bisnetos e da tataraneta.
Gostava de viajar para visitar os familiares e tinha especial alegria nas confraternizações em família. Eram momentos que valorizava e que hoje certamente estarão entre as lembranças mais queridas daqueles que conviveram com ela.
A fé esteve presente durante toda a vida de Albertiza. Devota de Nossa Senhora, participou do Apostolado da Oração e da Legião de Maria. Sempre que podia, participava das celebrações eucarísticas na comunidade paroquial de Douradina e em outras paróquias, especialmente durante as visitas aos filhos.
Nos últimos momentos de sua vida, sua fé permaneceu presente. Albertiza recebeu o Sacramento da Unção dos Enfermos e também recebeu a Eucaristia em diferentes ocasiões, ministrada pelo Padre Leão, capelão hospitalar, pelo filho Frei Roberto e pela filha Maria Zilda, ministra da Eucaristia.
Despedida
O corpo de Albertiza está sendo velado desde as 8h desta terça-feira, no Pax de Douradina.
Amanhã, às 8h, será celebrada a missa de corpo presente na Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida, em Douradina. A celebração será presidida pelo Frei Rogério, Custódio da Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora.
Após a missa, o corpo será levado para o sepultamento no cemitério de Douradina.
A história de Albertiza, porém, vai muito além de ser a mãe de um sacerdote, de bombeiros, de uma servidora pública, de uma contadora e de um eletricista de automóveis. Por trás das profissões e das histórias de vida de cada um dos dez filhos, está a mulher que, ao lado do esposo, João Miguel Sobrinho, enfrentou as dificuldades, criou e educou uma família numerosa e acompanhou com orgulho o caminho que cada filho escolheu. Deixou nos filhos, netos e nas gerações que vieram depois marcas de amor, firmeza, fé e união.
É essa mulher que agora será lembrada: a Albertiza que enfrentou a vida com coragem, que abriu os braços para a família, que gostava de estar perto dos seus e que manteve a fé como uma das grandes forças de sua caminhada.
Aos familiares e amigos, ficam as lembranças de uma vida inteira compartilhada. E, para aqueles que tiveram o privilégio de conviver com Albertiza, permanece a saudade de uma mulher cuja história continuará viva dentro da família que ela ajudou a construir.
Em virtude do falecimento da senhora Albertiza, a secretaria da Paróquia São José de Itaporã não estará funcionando nesta terça-feira (1º), no período da tarde, nem amanhã (2), no período da manhã.
MS Hoje/Antonino Rebeque.





