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Tensão no Oriente Médio pressiona preço do diesel e reforça alerta no campo em MS

Crédito: Aprosoja MS

A escalada das tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, adicionou um novo fator de preocupação para produtores rurais de Mato Grosso do Sul. Mais do que a volatilidade nos mercados internacionais, o aumento recente no preço do diesel começa a chamar a atenção no campo justamente em um momento decisivo da safra: a colheita da soja e o avanço do plantio do milho de segunda safra.

Nos últimos dias, o mercado internacional de petróleo reagiu com forte instabilidade. A cotação do petróleo Brent acumulou elevação significativa, refletindo o risco geopolítico e as incertezas sobre a oferta global de energia. Para um estado fortemente dependente do transporte rodoviário e de operações mecanizadas, qualquer variação no preço do diesel tem efeito direto sobre os custos de produção e a logística agrícola.

Colheita da soja e plantio do milho avançam

Em Mato Grosso do Sul, as atividades agrícolas seguem em ritmo intenso. De acordo com dados do projeto SIGA-MS, a colheita da soja já alcançou 63,3% da área estimada de 4,8 milhões de hectares, o que representa mais de 3 milhões de hectares colhidos até o dia 6 de março.

O avanço foi expressivo na primeira semana do mês, quando cerca de 930 mil hectares foram colhidos, um crescimento de 19,4% no período.

Ao mesmo tempo, o plantio do milho de segunda safra também avança rapidamente. Até o momento, 65,7% da área estimada já foi semeada, o equivalente a 1,449 milhão de hectares. O esforço dos produtores ocorre para garantir o cultivo dentro da chamada “janela ideal”, período considerado mais seguro do ponto de vista climático para o desenvolvimento da cultura.

Custo operacional entra no radar

É justamente nesse momento que o custo do diesel ganha relevância estratégica. O combustível é essencial para o funcionamento de colheitadeiras, tratores e plantadeiras, além de ser o principal insumo para o transporte da produção e de insumos agrícolas.

Qualquer elevação abrupta de preços ou instabilidade no abastecimento pode ampliar os custos operacionais em um período de grande intensidade de trabalho no campo.

A Aprosoja/MS acompanha a evolução dos preços e eventuais impactos logísticos. Segundo a entidade, aumentos sucessivos no diesel podem afetar tanto o custo da colheita quanto o transporte da produção até armazéns, cooperativas e terminais logísticos.

Disponibilidade de combustível também preocupa

Além do preço, a disponibilidade do combustível também é considerada um fator sensível. Eventuais restrições de oferta poderiam provocar atrasos operacionais, com reflexos diretos no ritmo da colheita da soja e no plantio do milho safrinha.

Atrasos nesse período tendem a aumentar a exposição das lavouras a riscos climáticos, especialmente no caso do milho de segunda safra.

Entidade pede monitoramento preventivo

Diante do cenário internacional, a Aprosoja/MS defende uma atuação preventiva por parte das autoridades. Entre as recomendações está o reforço na fiscalização das distribuidoras que atendem Mato Grosso do Sul, com verificação do cumprimento dos estoques mínimos obrigatórios de combustíveis.

A entidade também sugere um acompanhamento mais próximo da cadeia de distribuição no estado, com o objetivo de evitar retenções indevidas de produto ou distorções no abastecimento.

Outra medida considerada importante é o monitoramento permanente do fluxo logístico de combustíveis, garantindo previsibilidade para o setor produtivo em um período em que o campo opera praticamente sem interrupções.

Para a associação, o momento exige coordenação entre setor produtivo, agentes de mercado e poder público, para assegurar que a volatilidade internacional não comprometa as operações agrícolas em um dos períodos mais estratégicos do calendário produtivo sul-mato-grossense.

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Créditos: O Vigilante MS com informações do Dourados Informa.

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